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Uma Noite de Crime e Filosofia

por Breno Lucano

Criado por James DeMonaco em 2013, a franquia Uma Noite de Crime chega em seu apogeu com a quarta e última continuação: A Primeira Noite de Crime. A franquia abre lacunas reflexivas na política e na ética com sua tese central. Imagine que uma vez por ano, por doze horas, todo crime será permitido, inclusive homicídio. Não haverá policiamento, nem risco de prisão. Tudo o que a vontade e o desejo quiserem será permitido, tendo a imaginação como único limite.

No decorrer da franquia os filmes ganham cada vez mais teor político, com a disputa de grupos rivais no Congresso Americano lutando pela sanção das doze horas, chamada de Noite do Expurgo. O Expurgo se configura como aquele momento único em que o instinto pode ser aflorado, a raiva vai à toma, toda sua frustração pode ser expurgada, suas vontades - antes contidas - agora podem se voltar contra seus desafetos. E o Expurgo é um bem social porquanto reduz a criminalidade, elimina da sociedade elementos que seriam um entrave para si mesma, indivíduos que dependeriam do Estado passam a não depender mais.

Por Trás da Máscara e a Filosofia

Cartaz do filme
por Breno Lucano

Muitos filmes de horror são bons apenas para dar bons sustos entre uma machadada e outra. Alguns são bem ruins nesse quesito, concordo. Contudo, há um bem inteligente que possui reflexões filosóficas que valem à pena. Trata-se de Por Trás da Máscara: O Surgimento de Leslie Vernon. Lançado em 2006 e estrelado pelo pouco conhecido Nathan Baesel com participação especial de Robert Englund, ator consagrado com mais de sessenta filmes no currículo, sendo Hora do Pesadelo o mais famoso.

Nesse filme os serial killers Freddy Krueger, Jason Voorhees e Michael Myers não são personagens. Tratam-se de assassinos reais, consagrados pela criminologia, ídolos que inspiram outros assassinos, entre os quais Leslie Vernon. O filme se passe sob a perspectiva do psicopata, seus planos, sua articulação, elabora seu modus operandi e reflete sobre o que vai acontecer quando ele atacar a vítma. Isso é uma inovação no cinema do horror em que a vítma é o núcleo dramatúrgico e o assassino apenas aparece, mata e vai embora. Pouco se sabe sobre ele. Aqui é diferente. Uma jornalista conhece Leslie e passa a conviver com ele, aprendendo sobre a personalidade, suas perspectivas, sua visão de mundo e como pretende operar no último momento.

Gladiador e Filosofia

por Breno Lucano

Gladiador foi, seguramente, um dos filmes que mais marcou minhas reflexões filosóficas e que me influenciou desde o início, impelindo-me para a investigação dos meandros estóicos e, de modo muito particular, ao universo de Marco Aurélio. Isso fez com que, em 2005, criasse o Portal Veritas como forma de publicar textos à respeito do Imperador e de seu pensamento, algo que preservo ainda hoje à partir da coluna com seu nome.

Escrevi já bastante coisa sobre Marco Aurélio, onde destaco os textos Marcus Aurelius, Homem, Filósofo e Guerreiro e As Meditações de Marcus Aurelius. Mas o filme nos confere já algumas reflexões, apesar de suas limitações. A grandiosidade da produção é um show à parte, que garante um bom entretenimento.

Mulher Maravilha e a Filosofia

por Breno Lucano

Um dos filmes mais esperados de 2017 foi Mulher Maravilha, protagonizado por Gal Gadot, heroína precursora do feminismo nos quadrinhos e, seguramente, uma das mais influentes na cultura pop. Sua interferência na filosofia é ainda mais nítida do que a do Superman em face de sua própria criação em 1941 por Willian Moulton Marston, psicólogo famoso pela criação do polígrafo.

Diana provém de Themyscira, uma ilha paradisíaca que, de certo modo, se assemelha ao Paraíso dos hebreus, um lugar de bem-aventuranças e constante felicidade. Mas Themyscira também é a última esperança de Zeus no confronto contra Ares, seu belicoso filho. Suas habitantes, as amazonas, são uma raça semi-divina de mulheres que possuem a guerra como única salvação. Mas não se trata de qualquer guerra, mas uma guerra contra o próprio Ares. Nesse panorama surge a filha da rainha Hipólita, princesa Diana, criada do barro a partir do sopro de Zeus.

X-Men e o Bem

por Breno Lucano

Para todo e qualquer leitor de histórias em quadrinhos a pergunta fundamental é: porque os heróis são bons? Vemos o Superman salvando a humanidade, o Hulk sendo perseguido pelo exército, a Mulher Maravilha saindo de Themyscira para ajudar o mundo em guerra. Eles poderiam não ter escolhido esse destino. Poderíamos pensar, por exemplo, o Professor Xavier como um simples professor ou o Lanterna Verde apenas como mais um guardião, distante e desconhecido da Terra. Mas escolheram nos proteger. Por que?

Uma hipótese é que eles são motivados a serem bons por uma convicção de que esse tipo de escolha é o maio mais apropriado para garantir a tolerância e a aceitação entre as pessoas. Assim, sendo "o ser bom" possui conotação de cálculo estratégico e político, um meio de se alcançar um fim desejado. O objetivo de ser bom não é ser bom, mas a aceitação e a sociedade justa.

Sexo Gay na Novela

por Breno Lucano

Em 2016 a Rede Globo finalmente colocou, mesmo que às 23: 00 h, na novela Liberdade, Liberdade, uma cena de sexo entre homens. Em várias outras produções, mesmo que implicitamente, o sexo foi dramaturgicamente construído, mas nunca com o mesmo tom de Liberdade, Liberdade.

Como sempre, grupos conservadores denunciaram a tal cena, mas, dessa vez, não usaram mais argumentos tais como "e se meus filhos verem" e coisa do tipo. Era tarde, crianças dormindo. Contudo, a imaginação será sempre fértil para se criar algo para denegrir o que se discorda. Pessoas ditas conservadoras sempre gritarão, pessoas que não possuem articulação com a cultura e a escolaridade e que só transam à noite, no escuro, para procriação, uma vez ao ano: fora disso, teremos pecado!

Bicho de Sete Cabeças e a Filosofia

por Breno Lucano

Interpretado por Rodrigo Santoro, Bicho de Sete Cabeças é um daqueles filmes que não se pode esquecer quando se pensa em Foucault. Nele, um jovem chamado Neto, vivido na vida real por Astregésilo Carrano, possui uma vida como a de qualquer jovem de sua idade. Rebelde, talvez; dava um teco aqui e outro lá. Possuía relação difícil com seu pai. Aliás, muito difícil. Um incompreendido. Mas qual adolescente não o é? Mas seu pai fez desse comportamento um bicho-de-sete-cabeças e o internou num manicômio. Afinal, lá é o local onde se trata dependentes químicos ou mesmo quem apenas dá um teco eventualmente. É isso o que se pensa ainda hoje. E Neto, então, conhece o inferno na Terra quando se depara com a realidade manicomial. Eletroconvulsoterapias, drogas neurolépticas para dopar, descaso dos médicos, maus tratos do corpo de enfermagem, doentes andando nus, jogados pelos cantos à procura de cigarro, perda de todo e qualquer vestígio de privacidade e de algo que se possa chamar de seu.

Supernatural e a Questão do Mal

Cartaz da série
por Breno Lucano

Criada em 2005 por Eric Kripke e estrelada por Jared Padalecki e Jensen Ackles, Supernatural é uma série de horror urbano onde dois irmãos se vêem às voltas com um mundo pouco convencional, repleto de monstros, fantasmas, demônios, criaturas do abismo, onde sua única razão de viver é sobreviver e expulsar tais criaturas da Terra. Mas, ora, num mundo assim, tão diabólico, o mocinho principal, Deus, deve existir. Certo?

Após anos caçando monstros, Dean parece não ter tanta certeza. Mesmo tendo passado pelo Paraíso, Inferno, Purgatório, ainda não tem certeza. Quais outras evidências seriam necessárias para a existência de Deus? Vejamos.

Para salvar a alma de Sam, Dean faz um pacto com um demônio e, por isso, é tragado para o Inferno no fim da terceira temporada. Mas logo na quarta, no início, temos ele sendo puxado do Inferno por um anjo. Mesmo assim, Dean se recusa a acreditar em Deus e o seguinte diálogo é traçado:

Quarteto Fantástico e a Filosofia: Dilemas de Galactus

por Breno Lucano

Galactus e o Surfista Prateado
Os quatro membros do Quarteto Fantástico são heróis problemáticos. Mas todos trabalham em conjunto com o intuito de contornar esses problemas e - nas palavras de Ben - "usar seu poder para ajudar a humanidade". No Universo Marvel, essa resolução conjunta de problemas se torna extremamente necessária porque os vilões surgem o tempo todo e ameaçam a vida de pessoas comuns. Mas pensemos num personagem surgido na edição #48, Galactus.

A Marvel cria um ser extremo, além do Bem e do Mal, e que sobrevive e reabastece seu poder consumindo planetas inteiros. Repentinamente, surge o Vigia Surfista Prateado na imensidão do cosmo e se direciona à Terra para avisá-la de que este será o próximo planeta a ser consumido por Galactus. Ao se aproximar, Galactus tem o seguinte diálogo com o Vigia:

Filme Porno na Praia, Pode?

por Breno Lucano

Alguns, como eu, gostam de passar uma bela tarde caminhando à beira da praia, especialmente se deserta. E eis que, alguns metros à frente, nos deparamos com um set de filmagem. Mas não se trata de um filme de drama ou uma aventura; antes, um filme adulto. O ocorrido se deu na praia do Recreio dos Bandeirantes, na cidade do Rio. A notícia se espalhou em vários sites de notícias, como o do G1 (clique aqui e veja).

E o que parecia um simples passei se transfigura numa chuva de opiniões, muitas das quais de teor pouco amistosa. "É um absurdo!", dirão alguns. "E se houvesse crianças...", indagarão outros. Mas de que forma poderíamos traçar uma investigação filosófica sobre o tema?

Superman e Filosofia

por Breno Lucano



"Meu pai acreditava que se o mundo descobrisse o que sou... eles me rejeitariam. Ele estava convencido de que o mundo não estava pronto. O que você acha?" 

- Superman




Por que ser bom? Por que se submeter a um código moral, qualquer que seja, quando se pode criar seu próprio código? Essas são perguntas que me faço há pelo menos dez anos. Ainda não tenho respostas.

Superman se insere nesse círculo de indagações de forma única e inequalável. No longa Homem de Aço, Jor-El explica que, em Krypton, todos nasciam com um papel determinado: alguns seriam militares, outros cientistas e líderes. Todo o destino das futuras crianças já estava determinado antes mesmo de nascerem. Foi o que ocorreu com Zod, que nascera para ser militar. Jor-El e Lara rompem com a tradição e, pela primeira vez em séculos, dão à luz de forma natural a uma criança. O elemento surpresa, dirá Jor-El, aquele instante em que cada um pode dar a si um rumo, aquele momento em que somos, finalmente, guiados por nossas próprias escolhas. Kal-El não estará mais sujeito a uma pré-determinação: ele mesmo se guiará, fará seu destino, será o escultor de si, edificará sua existência, como Zaratustra. 

Dante's Cove e o Tempo

Por Breno Lucano

O que você mudaria caso pudesse retornar ao tempo e reconstruir um novo futuro? Caso pudesse evitar a morte indefinidamente, você o faria?  Essas são as questões centrais que cercam a segunda temporada de Dante's Cove, a série criada por Mike Costanza em 2005 e que traz Charlie David e Willian Gregory Lee como estrelas. 

Segundo as tradições de Tresum, um esporádico período propicia a execução de um ritual que faz com que o feiticeiro retorne ao passado, altere-o, reviva-o, de modo a criar novas condições para o futuro, evitando coisas que não foram vividas ou mesmo situações trágicas. Diana mesma diz: "O Solstício de Libra dá ao feiticeiro o poder sobre o próprio tempo." E todos nós temos coisas que poderiam ser alteradas. No mundo de Dante's Cove também. Vejamos. Grace deseja uma vida feliz com Ambrosius, sem seu apelo sensual com Raymond. Mas com a ajuda da flor estelar, vê que seu futuro seria incerto, uma vez que, segundo o entendimento da Casa da Lua, o homem deve ser sacrificado após a geração de um filho, como aconteceu com seu pai, Edwin. Diana, por outro lado, deseja retornar e salvar Edwin e toda a Casa do Sol do domínio de Grace e sua mãe. Embrora Ambrosius não esteja tão interessado com o ritual dos feiticeiros - e sua atenção esteja centrada em Kevin - podemos imaginá-lo salvando Raymond da morte.

Dante's Cove e o Problema do Mal


Por Breno Bastos

O mal é uma das questões centrais da filosofia desde seus primórdios, com os gregos. A série de horror Dante's Cove reflete de modo incomum sobre tal problemática. No fim da segunda temporada, Diana permite que Van, por meio da cerimônia do solstício da libra, retorne ao passado e salve sua namorada Michelle do suicídio. Ao fazer isso, o que dá início à terceira temporada, Diana permite a presença real e concreta da mítica Casa das Sombras. Possuindo Michelle e depois Diana, a Casa das Sombras objetiva a destruição do mundo, começando pela própria ilha de Dante's Cove. Utilizando-se da flor estelar, Grace percebe a presença do ente maligno e, com a ajuda de Ambrosius e Griffin, o aprisiona em seu receptáculo.

No decorrer dos cinco episódios da temporada, o terror e o medo se espalham. Inicialmente os pais de Michelle são assassinados, seguidos por Van e Marcos; mais três funcionários do H2Eau e um frequentador do club, atacado na escada; e, por último, a tentativa de homicídio de Elena, além de vários corpos encontrados por Kevin num incêndio. O caos está disperso.

Último Samurai, o Bushido e a Sabedoria Estóica

Cartaz do filme

Por Breno Lucano

Nunca neguei que Último Samurai fosse um de melhores filmes já assistidos. Articulação entre ficção e  fatos históricos, o filme se passa durante a Restauração Meiji, período caracterizado pela queda do Xogunato Takugawa e pelo crescente contato dos japoneses com o mundo ocidental.

Fascinado pelo desenvolvimento, o Imperador Meiji importa produtos e serviços de países estrangeiros. Excessivamente enraizados em valores tradicionais, os samurais liderados por Katsumoto, dizendo-se servidores do Imperador, se impõem militarmente contra Meiji. Nesse momento, entra o capitão Nathan Algren, o militar perdido em conflitos pelo massacre de índios Cheyenne. Algren, vivido por Tom Cruise, possui a responsabilidade de treinar o exército japonês para uma luta decisiva contra os bárbaros samurais. Feito refém, Algren passa a conviver e a apreciar o estilo de vida samurai, o Bushido. Passando por intensa busca por significação, passa a lutar ao lado dos samurais na batalha final, fazendo o Imperador a rever os valores pelos quais seus ancestrais viveram e morreram e fizeram do Japão uma grande nação.

Dante's Cove: Análise Filosófica

Por Breno Lucano

Criado por Mike Costanza em 2005 e tendo as Ilhas Turcas e Caico (1 temporada) e Havaí (2 e 3 temporadas) como locação, o seriado se inicia em 1840. Grace Neville, poderosa bruxa de Tresum da Casa da Lua, flagra seu pretendido, Ambrosius Vallin, transando com seu mordomo, Raymond. Enfurecida, Grace lança uma maldição sobre Ambrosius, encarcerando-o no porão de sua casa, pela eternidade, avisando que havia, contudo, um único meio de salvação: o beijo de um jovem rapaz o libertaria. Ao longo de mais de 150 anos, Diana Childs, irmã de Grace, se encontra secretamente com Ambrosius no porão para o ensinar sobre os poderes da Casa do Sol, o aspecto masculino de Tresum. Nos dias atuais, fugindo de uma vida infeliz em sua casa, Kevin vai para a pequena ilha paradisíaca de Dante's Cove para morar com seu namorado Toby, no mesmo antigo casarão, hoje transformado numa república de jovens. Por meio de seus poderes sobrenaturais, Ambrosius conduz Kevin ao seu cárcere e o faz beijá-lo. O feitiço de Grace finalmente se desfaz. Mas o feiticeiro se apaixona pelo jovem. Assim, sua principal atividade nas três temporadas do seriado - e certamente na quarta, em produção - é a tentativa de conquistar Kevin e utilizando seus poderes e matar Toby, o namorado maldito.

Nosso Lar, a República de Chico Xavier


Por Breno  Lucano

Quando pensamos no paraíso mítico de algumas religiões, rapidamente temos uma visão idealizada, de um mundo fora do mundo. Os desejos não realizados numa sociedade historicamente constituída são transportados para um novo topos, como igualdade e respeito mútuo, bem como a eliminação da fome, solidão e exclusão. E Nosso Lar, a república elaborada por Chico Xavier, é o exemplo espírita mais comum.

A teoria política de Xavier possui, como em outros expoentes religiosos, natureza teocrática. No filme temos a emblemática figura do governador, interpretado por Othon Bastos. O personagem toma de forma caricata a figura do príncipe de Bossuet, embora peque por parecer mais interessado em passar lições morais.

Chico Xavier entende que, para ser o governador de uma colônia devidamente evoluída em termos morais - e levando em consideração os postulados espíritas - ele deve ser igualmente evoluído. Isso se torna explícito por seu fácil acesso, rápido, sem burocracia, a qualquer concidadã de Nosso Lar. Ele se curva, dá exemplos, como diz Emmanuel, e, por pouco, não lava os pés de André Luíz.

Vale ressaltar que para Xavier, tal como para Bossuet, o príncipe apenas se faz por vontade divina. Deus age por forças próprias e dispõe que apenas alguns - não todos! - possuem o direito de governar, estabelecendo nítida divisão social e hierarquias, como no mundo material.

Assim, a monarquia é o sistema adotado por Nosso Lar. Mas uma monarquia diferente da de Calígula ou outro monarca determinado pela história. Ele é especial, escolhido por Deus para uma divina missão: a de governar seu povo. Faz lembrar um pouco os reis cruzados, a exemplo de Balduíno IV e Luís IX.

Lex Luthor e a Filosofia

Luthor em Batman Vs Superman
Por Breno Lucano



As estórias em quadrinhos sempre me surpreenderam por suas reflexões filosóficas, principalmente no ramo da ética. Temos em heróis e vilões os mesmos dilemas, dúvidas e temores do mundo real. E, de todos os personagens, um em especial me ocuparei por enquanto: Lex Luthor.

Criado em 1940 por Jerry Siegel e Joe Shuster, Luthor passou por várias fases de composição, tendo sua última representação feita nos anos 80 por John Byrne, onde passou sucessivamente de um menino ruivo de Smallville a cientista maluco, mega-empresário e presidente americano. Sempre associado à figura de Superman, Luthor representa curiosamente sua antítese em muitos sentidos.

Diferentemente de outros grandes vilões, como Darkseide, Brainiac e Zod, Luthor é um simples humano. Não voa, possui poderes telecinéticos ou super-velocidade; é tão mortal, frágil e submetido às mesmas aflições triviais do gênero humano; e, mesmo assim, torna-se o maior vilão de Superman. Como consegue isso?