Nilo

Filósofo do século IV d.C. . O imperador Juliano, que também o chamava de Dionísio, criticou-o duramente numa carta que escreveu em Antioquia (Ep., 82). Esse aristocrata havia recusado o cargo que lhe fora oferecido por Juliano. Tentando justificar-se e voltar às boas graças com Juliano, ele lhe enviara um texto em que desenvolvia a sua própria apologia e implorava que o imperador aceitasse os seus serviços. Este respondeu numa carta aberta em que repreendia Nilo por sua presunção e sua impertinência. Numa carta que parece datar do final de 362, Libânio (Ep. 758; ver também Or. 18.198) fala desse infortúnio de Nilo como se fosse um fato recente. Para R. Asmus (Zur Kritik und Erklarung von Julian. Ep. 59 ed. Hertl, Philosogus 71 [1912] 376-89), Nilo foi um dos membros do grupo de cínicos com quem Juliano se indignou. Mas J. Geffcken (Kaiser Julianus, Leipzig, 1914, 158-59) refuta essa hipótese. De qualquer forma, é claro que Juliano reconhecia-o como um filósofo a quem ele reprovava a parrhesia e extrema auto-suficiência, juntamente com o seu comportamento extravagante e a sua linguagem imoderada.

Cf. PLRE 1 (2)


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Filósofo por paixão. Ex-seminarista da Ordem dos Franciscanos. Humanista. Áreas de interesse: Cinismo; materialismo francês; Sade; Michel Onfray; ética. Idealizador e escritor do Portal Veritas desde dez/2005.