Mônimo

(82) Mônimo de Siracusa foi discípulo de Diógenes; segundo Sosicrates, era serviçal de um banqueiro de Corinto, a quem Xeniades, o comprador de Diógenes, fazia visitas frequentes, e comentando a excelência de Diógenes nos atos e nas palavras suscitou em Mônimo um aadmiração apaixonada por Diógenes. Mônimo passou então a fingir-se de louco e jogava fora moedas e todo o dinheiro que estivesse na mesa do banqueiro, até que este o despediu. Então, Mônimo dedicou-se imediatamente a Diógenes. Seguiu também muito de perto o cínico Crates, e tinha propósitos idênticos. Diante disso, seu senhor, observando-lhe o procedimento, ficou ainda mais convencido de sua loucura. 


(83) A reputação de Mônimo chegou a tal ponto que o poeta cômico Menandro o mencionou. De fato, em uma de suas comédias - O Cavalariço - esse poeta diz o seguinte:

"A. Mônimo era certamente um homem sábio, Fílon, embora um pouco menos famoso.

B. Aquele que carregava a sacola?

A. Não uma, e sim três sacolas. Aquele homem, todavia, não pronunciou, por Zeus, sentenças alguma comparável à famosa 'Conhece-te a ti mesmo', nem outras proverbiais, porém muito mais longe foi aquele mendingo sujo, afirmando que é vão qualquer pensamento humano."

Mônimo foi um homem extremamente sério, a ponto de desprezar a glória e buscar somente a verdade. Compôs poemas leves misturados com uma seriedade dissimulada, e escreveu além disso dois livros: Dos Impulsos e Exotações à Filosofia


Diógenes Laércio, Livro VI, Capítulo 3


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Filósofo por paixão. Ex-seminarista da Ordem dos Franciscanos. Humanista. Áreas de interesse: Cinismo; materialismo francês; Sade; Michel Onfray; ética. Idealizador e escritor do Portal Veritas desde dez/2005.