Segundo, o Filósofo Silencioso

Filósofo cínico do início do século II d.C. Conhecido apenas por uma vita lendária, anônima. Depois da morte de sua mãe, pela qual ele foi responsável, impôs a si mesmo um voto de silêncio e foi, por isso, representado como um pitagórico. Assim, diz-se que, no final de seus estudos, ele retornou à sua terra natal, "exibindo o ascetismo do cão, carregando um bastão e um alforje e deixando os cabelos e a barba crescerem." O imperador Adriano tentou em vão fazê-lo romper o voto de silêncio, embora ele de fato tenha concordado em responder a vinte perguntas do imperador sobre temas filosóficos. Essas perguntas estão preservadas juntamente com a vita anônima. Poderíamos indagar se Segundo deveria ser identificado com o rétor ateniense de mesmo nome, que era conhecido como "o Chefe", professor de Herodes Ático, mencionado por Filóstrato (Vidas dos Sofistas 1.26). Em RE 2A1 (1921) col. 922, Fluss dedica um curto artigo a Segundo de Atenas, o filósofo do século I, sem mencionar o problema; porém, em RE Supl. 8 (1956) s.v. "Zweite Sophistik", col. 767, R. Gerth identifica as duas figuras como sendo uma só, sem dar nenhuma justificativa.


Filósofo por paixão. Ex-seminarista da Ordem dos Franciscanos. Humanista. Áreas de interesse: Cinismo; materialismo francês; Sade; Michel Onfray; ética. Idealizador e escritor do Portal Veritas desde dez/2005.