Marco Anio Vero

Por Breno de Magalhães Bastos


Marco Annio Vero foi um político do Império Romano que viveu durante os séculos I e II.

Era filho de Marco Annio Vero, o velho, que ingressou no Senado logo depois de ser eleito Pretor. Sua família procedia de Uccibi, atual Espejo, próximo de Corduoba, atual Córdoba, na província da Hispania. Seus antepassados tinham grande influência e acumularam uma considerável riqueza mediante o cultivo de azeite de oliva em terras hispanicas.

Vero serviu como Prefeito Urbano na cidade de Roma e, durante o período em que foi Censor, sob Vespasiano e Tito, foi inscrito como novo patrício pelo imperador. Durante sua carreira política foi eleito Cônsul em três ocasiões: uma durante Domiciano; outra, em 121; e a última em 126. Contraiu matrimônio com Rupília Faustina, que procedia de uma família também com antecedentes familiares. Esta possuia parentesco com Sabina e sua mãe era Matídia, sobrinha de Trajano.

Vero teve três filhos:

* Ania Galéria Faustina, conhecida como Faustina Maior, futura imperatriz, casada com Antonino;

* Marco Anio Libo, um futuro Cônsul;

* Marco Annio Vero, um pretor que contraiu matrimônio com Domícia Lucilla, pai do futuro imperador Marco Aurélio e sua irmã Ania Cornifícia Faustina.

Após a morte de seu filho Marco Anio Vero em 124, o velho Vero adotou como herdeiro a Marco Aurélio e Ania Cornifícia Faustina. Em sua obra, Meditações, Marco o descreve como um pilar da decência. Vero morreu em 138, próximo dos noventa anos. Sabe-se que em seus últimos anos teve uma amante.


Filósofo por paixão. Ex-seminarista da Ordem dos Franciscanos. Humanista. Áreas de interesse: Cinismo; materialismo francês; Sade; Michel Onfray; ética. Idealizador e escritor do Portal Veritas desde dez/2005.