Marco Anio Libo

Marcus Annius Libo (em grego, Μαρκου Αννιου Λιβωνος) foi um cônsul que viveu no segundo século da Era Comum. Foi filho do cônsul Marco Anio Vero II e de Rupília Faustina.

O pai de Libo era espanhol, mas descendente de romanos de família senatorial. Sua mãe era filha de Lúcio Scribônio. A irmã mais velha de Libo era Faustina, a Velha - mãe de Faustina, a Jovem, esposa do imperador Marco Aurélio - e seu irmão mais novo, Marco Anio Vero, pai de Marco Aurélio e avô de Cômodo. O nome Libo foi herança do avô materno.

Libo foi cônsul em 128. Nesse ano, seu nome é mencionado num papiro escrito em grego e aramaico que relatava um casamento. Esse papiro possui datação de 4 de abril de 128 e foi encontrado em 1961 por Nahan Hever, no deserto da Judéia. Tornou-se senador durante o reinado de Antonino.

Sua esposa foi possivelmente uma Fundania. Tiveram dois filhos:

* Marco Anio Libo, que foi legado da Síria em 162. Naquele ano ele esteve com os imperadores Marco Aurélio e Lúcio Vero na campanha contra os Partos. Libo faleceu subitamente, possivelmente por envenenamento. Houve rumores de que ambos os imperadores estavam envolvidos, devido às dissenções entre Marco Aurélio e Lúcio Vero.

* Ânnia Fundania Faustina, que se casou com Tito Pompônio Próculo Vitrácio Pólio, que em 157 se tornou governador da Mésia Inferior. Eles tiveram um filho, Tito Fundanio Vitrácio Pólio, e uma filha, Vitrásia Faustina.

Após a morte de Libo, sua viúva se casou com outro homem, contra os desejos de Marco Aurélio e Lúcio Vero. Marco não participou da cerimônia e nem do banquete.


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Filósofo por paixão. Ex-seminarista da Ordem dos Franciscanos. Humanista. Áreas de interesse: Cinismo; materialismo francês; Sade; Michel Onfray; ética. Idealizador e escritor do Portal Veritas desde dez/2005.