Um dos grandes apologistas cristãos, Justino nasceu na Samaria, estudou filosofia e tornou-se cristão aos trinta anos. Ensinou primeiro em Éfeso, e depois mudou-se para Roma, onde abriu uma escola cristã, tendo Taciano um de seus primeiros alunos. Sua primeira Apologia (de aprox. 155) foi dedicada a Antonino Pio, Marco Aurélio e Lúcio Vero. A segunda (de aprox. 161 ) fora dedicada ao Senado.
Escreveu também um Diálogo com Trifão, o Judeu. Denunciado como cristão por volta de 165, Justino recusou-se a negar sua fé. A mando do prefeito pretoriano Junio Rústico - antigo professor de filosofia de Marco Aurélio -, Justino foi flagelado e decapitado (existe um relato de seu martírio). Seus trabalhos são as primeiras tentativas de explicar o cristianismo em termos a ceitáveis às audiencias com formação filosófica.
