Dídio Juliano


Didius Julianus, imperador, 193 DC


Marco Dídio Severo Juliano nasceu em Milão, no fim do reinado de Adriano, filho de família senatorial. Foi cônsul com Hélvio Pertinace em 174 ou 175 DC, e governou uma série de importantes províncias militares. Foi absolvido da acusação de envolvimento numa conspiração contra Cômodo, e no começo da década de 190 governou a África. Quando Pertinax foi assassinado – 28 de março de 193 -, Juliano estava a caminho de uma reunião do Senado, foi abordado por dois tribunos da guarda pretoriana, que insistiram com ele para tomasse o poder e o levaram para o acampamento. Lá, encontrou Flávio Sulpiciano, que tentava ser proclamado imperador; os dois disputaram, então, o poder por meio de ofertas de donativos aos guardas. Juliano ganhou a disputa pagando vinte e cinco mil sestércios para cada homem, foi proclamado imperador e prometeu restaurar o bom nome de Cômodo. Seu reinado durou apenas sessenta e seis dias. Quando Severo invadiu Roma, Juliano foi forçado a defender a cidade, mas o Senado, instigado por mensagens de Severo, condenou-o à morte depois de depô-lo. Juliano foi assassinado no Palácio, no início de junho, por um soldado comum.



Filósofo por paixão. Ex-seminarista da Ordem dos Franciscanos. Humanista. Áreas de interesse: Cinismo; materialismo francês; Sade; Michel Onfray; ética. Idealizador e escritor do Portal Veritas desde dez/2005.