Trásea Peto

Questor lendo a sentença de morte ao
senador Thrasea Paetus, de Fyodor Bronnikov
Trásea Peto (Thrasea Paetus), dissidente estóico, cónsul em 56 DC


Públio Clódio Trásea Peto foi a personagem mais influente que decidiu tornar público seu descontentamento com o início do principado. Suas origens remontam ao norte da Itália – Pádua -, e Tácito achava que o escândalo provocado nas pequenas cidades pela ida levada em Roma era o principal responsável pelas atitudes intransigentes de homens como Trásea.



Sua atitude independente no Senado – embora sempre em questões controvertidas – colocou muitas vezes Nero contra ele; sua ausência em certas ocasiões, para demonstrar lealdade, tornaram-se cada vez mais óbvias. Em 66 DC foi condenado e recebeu a honra de suicidar-se.



Foi amigo de Pérsio e Vespasiano, companheiro de Demétrio, o Cínico, e genro de Cecina Peto e Arria. Escreveu uma biografia de Catão Uticense e foi, por sua vez, objeto de uma biografia. Sua influência tornou-se especialmente marcante quando o reinado de Domiciano suscitou pressões e simpatias idênticas entre os sobreviventes dessa geração; desse fato deriva o interesse de Tácito.


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Filósofo por paixão. Ex-seminarista da Ordem dos Franciscanos. Humanista. Áreas de interesse: Cinismo; materialismo francês; Sade; Michel Onfray; ética. Idealizador e escritor do Portal Veritas desde dez/2005.

9 comentários :

  1. SE NAO ME ENGANO, ESTE AI, JA FOI CITADO EM ALGUM FILME [SOH E FILME PRA EU CONHECE-LO MESMO]

    "HONRA DE SUICIDAR-SE"
    ISSO NÃO ERA HONRA? ERA?

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  2. - NOTA DO PORTAL VERITAS -

    De acordo com o código penal romano, as sentenças de morte variavam de acordo com o estado civil do acusado. A morte por crucificação era impetrada a estrangeiros, aqueles que, apesar de residirem sob solo romano, não possuem cidadania romana. Os dois exemplos mais ilustres são o de Cristo e os rebelados de Espártaco. Contam os anais que após o Triúnviro Crasso derrotar Espártaco, todos as outras centenas de escravos foram crucificados ao longo da via Ápia.

    A condenação por degolamento era impetrada por cidadãos romanos pertencentes à Ordem Plebéia, o povo, a maioria da população. O exemplo mais típico é o de São Paulo, narrado em Atos dos Apóstolos.

    A condenação por suicídio era impetrada aos membros da Ordem Senatorial. O suicídio, as vezes, era cometido mesmo sem qualquer motivo processual; decorria de acordo com a cultura romana de dignidade e da índole pessoal de cada subjetividade. Além de Trasea Peto, o filósofo Sêneca também foi condenado ao suicídio. Agripina, a Velha morreu por suicídio por vontade própria, deixando de comer.

    Breno Bastos
    Gerente do Espaço Veritas

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  3. Mas não cabe a nós julçgarmos se era honra ou não, pois era a cultura deles. Do mesmo modo que não cabe a ninguem julgar a segurança ou a administração brasileira

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  4. No japão tem isso, não? A pessoa comete suicídio para "reparar" um ato de desonra, e isso torna a pessoa honrada.

    Legal essa série de esculturas de Imperadores, e sua localizações.

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  5. Parabéns por propagar veementemente estas informações!!!

    você poderia falar sobre Lutero
    abs

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  6. Também tive a impressão de ter visto essa em algum filme.....

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  7. Acho um barato vcs colocarem o pefil de cada personagem da história grega ou romana. Cada dia que venho aqui aprendo mais um pouco.

    Abraço

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  8. Acho que ser dado a honra de se suicidar tenha ligação com o ato da escolha, de não se estar totalmente a merce do outro... Muito interessante ter acesso a hábitos e costumes de tempos remotos! Parabéns pela proposta!!

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  9. Ronny, uma das preocupações mais fundamentais da filosofia antiga é a proteção que o homem é capaz de obter da fortuna, da sorte. Alguns autores dirão que o pensamento greco-romano é eminentemente trágico, o que, no meu entendimento não está errado. Quando estóicos, cínicos e céticos proclamam a indiferença como meta ética, desejam se proteger do aspecto contingencial da existência, como fome, exílio e morte.

    Dessa forma, penso que a opção livre pelo suicídio esteja vinculada ao mesmo raciocínio: não se sobrepujar. E entenda bem: esse sobrepujar não significa ao outro, mas, principalmente, à ordem natural das coisas, em seu aspecto mais sombrio e tenebroso, às própria arbitrariedades e tiranias da fortuna, como dirão os romanos.


    Breno Bastos
    Gerente do Portal Veritas

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