Hérilo

(165) Hérilos nasceu em Cartago. Sustentava que o fim supremo é o conhecimento, isto é, viver sempre de maneira  a fazer da vida conforme ao conhecimento padrão em tudo e não deixar enganar pela ignorância. Definia o conhecimento como a faculdade de acolher as apresentações, sem ceder a argumentos; às vezes Hérilos dizia que não existe um fim supremo único, mas que este muda de acordo com as circunstâncias e objetivos, da mesma forma que o bronze pode tornar-se uma estátua de Alexandre, o Grande, ou de Sócrates.
Distinguia ainda o fim principal do fim secundário; este último pode ser atingido pelos não-sábios e o outro somente pelo sábio. O que não é excelência nem deficiência é indiferente. Suas obras são breves, porém cheias de vigor, contendo controvérsias em resposta a Zenão.

(166) Dizem que Hérilo teve muitos admiradores quando era menino, porém Zenão conseguiu afastá-los, obrigando-o a raspar a cabeça (essa providência o desgostou).

Suas obras são as seguintes:

  1. Do Exercício
  2. Das Paixões
  3. Da Suposição
  4. O Legislador
  5. O Obstetra
  6. O Desafiante
  7. O Mestre
  8. O Revisor
  9. O Fiscal das Contas
  10. Hermes
  11. Medéia
  12. Diálogos
  13. Temas Éticos


Diógenes Laércio, Livro VII, Capítulo 3

Filósofo por paixão. Ex-seminarista da Ordem dos Franciscanos. Humanista. Áreas de interesse: Cinismo; materialismo francês; Sade; Michel Onfray; ética. Idealizador e escritor do Portal Veritas desde dez/2005.