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Bakunin, Hegeliano de Esquerda

por Breno Lucano

Por vezes, os nomes de algumas personalidades históricas transcendem as próprias personagens. Tornam-se folclóricos através de feitos que são recordados pelas narrativas orais, de geração em geração. Assim nasceram os personagens Nero, Alexandre, o Grande, Ivan, o Terrível, Bakunin. Bakunin, aliás, foi tão folclórico que foi responsabilizado por ações violentas nas manifestações de rua no Rio de Janeiro em 2014 (veja o artigo clicando aqui).

Bakunin militante, mas também errante. Nasce na Rússia, estuda na Alemanha, vive na Bélgica, Inglaterra, Suíça e França. Fomenta insurreições em Praga, Dresden, Lyon, Bolonha e em varidos lugares na Europa. Filho de uma família aristocrata russa, cuja família era proprietária de uma empresa de tecidos de algodão com mais de quinhentos funcionários.

Do Materialismo

por Breno Lucano

"O século XVIII francês é materialista?". A essa indagação oportuna de Jean Ehrad acrescentaríamos outra similar: o século das Luzes foi ateu? Nem materialista nem ateu. Como afirma Ehrard, a filosofia desse período foi dominada pelo teísmo de Rousseau, pelo deísmo de Voltaire e pelo "cristianismo aberto e tolerante" de Montesquieu. O materialismo ficou quase restrito a Holbach. Pouco representativo do ponto de vista estatístico, possuiu seu apogeu entre os anos de 1760 e 1770.

Tendo em vista às duras críticas à Igreja e seus pretensos milagres, além da idéia da criação do mundo, o materialismo se concentrou na redução do sobrenatural ao natural. Em outras palavras, Deus, milagres, alma, purgatório, se restrigem à condição nominalista à medida em que perdem seu significado. Contudo, por não ser umm sistema homogêno e fechado, temos vários materialismos. E, como se sabe, Meslier foi o pioneiro nessas idéias.

Por Uma Mística Imanente

Por Breno Lucano


O texto que se segue não é apenas uma resposta às indagações de meu amigo Alex Amorim quanto ao meu post - referido abaixo - no Facebook, mas também uma reflexão, uma tomada de consciência existencial quanto à precariedade humana.

"Já mandou deus para a puta que pariu hoje? Vou ensinar: foda como uma vadia encima do altar de uma igreja. Ejacule no sacrário. Defeque na âmbola. Cuspa na patena. Limpe a bunda gozada com o corporal." Breno Lucano



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"O desprezo pelo corpo é a consequencia da 
insatisfação  que se sente com relação a ele."  

Nietzsche, Fragments posthumes, 7, 150


Meus leitores e aqueles que me seguem há algum tempo estranharão o título Por Uma Mística Imanente. Ao meu ver o termo mística remete apropriadamente meu ideal de apropriação do real, como protagonista de um romance trágico da história e do mundo.