Marcus Aurelius no Danúbio: Ano 167

Tradução de Breno de Magalhães Bastos



Consulado de Lúcio Vero e Marco Umídio Quadrato







T. Fúrio Victorino foi derrotado e morto por marcomanos na Cisalpina, e seu exército quase totalmente destruído. Os invasores rapidamente começaram a assediar a cidade de Aquiléia. C. Vetio Sabiniano, legado da Legião XIV Gemina, chega à Roma, comandando uma série de unidades menores, procedentes da Panônia. Marco, que deixa na capital parte das tropas, marcha para o norte com Vero. Comanda o resto das forças que se mantinham na cidade, assim como parte dos reforços recebidos, em novas unidades criadas com esforços de escravos, gladiadores e presidiários.
Faz com que o exército da Panônia avance simultaneamente desde o Danúbio contra a retaguarda inimiga, alinhando forças com 4 legiões – I Adiutrix, X Gemina, XIV Gemina e II Adiutrix – e um bom número de Forças Auxiliares, comandados pelos Governadores da Panônia Superior e Inferior, Júlio Bassio e T. Cláudio Pompeiano.





Marcomanos e victuales se retiram do norte, escapam do cerco que se formava sobre eles. Ocupavam seguidamente parte do território da Raetia e Noricum, onde se estabeleceram e aguardavam os acontecimentos. Os quados, fazendo um gesto de apaziguamento, fizeram saber a César que os culpados pelo levante e ataque aos territórios romanos haviam sido castigados, se retiraram e nomeariam um novo rei, agora que o seu casualmente acabava de falecer.

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Fontes Relacionadas:


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Filósofo por paixão. Ex-seminarista da Ordem dos Franciscanos. Humanista. Áreas de interesse: Cinismo; materialismo francês; Sade; Michel Onfray; ética. Idealizador e escritor do Portal Veritas desde dez/2005.