Marcus Aurelius no Danúbio: Ano 168

Tradução de Breno de Magalhães Bastos


Consulado de L. Venuleio Aproniano Octavio e L. Sérgio Paulo


Marco Aurélio não se levava a enganos. Invernando na região de Aquiléia, se prepara para a campanha de 168. O chefe de sua cavalaria, Helvídeo Pertinax, legado da Legião I Adiutrix, é enviado para expulsar os marcomanos e victumales das províncias da Rétia e Nórico.



Marco, já em Carnuto, na Panônia, se dedica a reorganizar as defesas romanas. No mês de maio chegam novas notícias de ataques bárbaros. A província da Dácia fora envadida em massa por uma coalisão de dácios que escaparam da conquista romana nos tempos de Trajano, costobocos e sarmatas.


Formam-se duas novas legiões: II Pia e III Concors. Posteriormente, passaram a ser chamadas, respectivamente, II e III Itálicas, pelo núcleo itálico de seus componentes. Tais unidades foram formadas por escravos, gladiadores e homens livres que se alistavam expontaneamente nos meses precedentes para coanbater a ameaça germana. Essas legiões se ocuparam da defesa da Itália, sendo nomeado, possivelmente, Q. Antistio Advento como Legatus Augusti at Praenturam Italiae et Alpium. Advento fora ex-consul e distinto general na guerra pártica e ficara com esse cargo de 168 a 171, comandando uma nova região militar criada nos Alpes, em sua vertente oriental, controlando as vias de comunicação entre Itália e as fronteiras do Danúbio, uma segunda linha de defesa além do limes. Para tal efeito, Advento instalou a II Itálica em Celeia e a III Itálica, em Tridentum, na Cisalpina.



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Filósofo por paixão. Ex-seminarista da Ordem dos Franciscanos. Humanista. Áreas de interesse: Cinismo; materialismo francês; Sade; Michel Onfray; ética. Idealizador e escritor do Portal Veritas desde dez/2005.