Meditações de Marcus Aurelius e Sua Compilação

As Meditações eram papéis privados do imperador e foram recolhidos após sua morte em 180 por seu amigo de infância, Vitorino, que os manteve escondidos. A única menção feita às Meditações encontra-se na obra do filósofo pagão Temístio (350 da era comum) , e algumas citações aparecem circunstancialmente em Suidas (900 da era comum). A obra de Marco Aurélio sobreviveu sobretudo graças às compilações dos gramáticos bizantinos. De fato, com a queda do Império Romano do Ocidente, os manuscritos foram provavemente parar em Constantinopla e nos séculos XII e XIII t emos várias citações de Marco Aurélio feitas por Tzetzes, Nicéforo Calisto e Planudes. A primeira edição de Marco Aurélio  é de 1558, f eita em Augsburg, mas hoje está perdida e não sabemos como essa  edição foi preparada.  As edições modernas baseiam-se, sobretudo, no Codex Vaticanus (Vat. G. 1950), recolhido pelo Cardial Barberini no seculo  XVII e no Codex Palatinus. Os outros códices trazem apenas trechos ou fragmentos das Meditações.



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Filósofo por paixão. Ex-seminarista da Ordem dos Franciscanos. Humanista. Áreas de interesse: Cinismo; materialismo francês; Sade; Michel Onfray; ética. Idealizador e escritor do Portal Veritas desde dez/2005.